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Atitude saudável
15/08/2017 Farmácia ou drogaria? Remédio ou medicamento? Tire suas dúvidas sobre o assunto

 

Pode ser para comprar um medicamento ou um simples produto de higiene, as motivações são variadas, mas uma coisa faz parte da rotina de quase todo mundo: entrar em uma farmácia. Mas, peraí, é farmácia ou drogaria? Qual a diferença de uma para outra? Esta é uma dúvida comum para a qual não damos muita importância. Mas há outras relacionadas a este universo para quais é preciso mais atenção e cuidado. Qual a diferença, por exemplo, entre medicamento e remédio? Qual é exatamente a função de um farmacêutico? E um balconista, pode indicar e sugerir medicamentos? Muitas questões, não é mesmo? Mas, calma, explicamos logo abaixo estas dúvidas sobre farmácias e remédios. Confira!

Farmácia e drogaria
Por definição, farmácia é um estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais de comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação, e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica. Já drogaria é um estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.

Não explicamos muito, não é mesmo? É que a definição é meio confusa mesmo, mas, traduzindo... Um medicamento manipulado é aquele produzido/manipulado exclusivamente para o paciente, de acordo com as dosagens e quantidades prescritas pelo médico. Esse tipo de medicamento é encontrado em farmácias com manipulação. Já os medicamentos que são industrializados, e possuem uma dosagem estabelecida, são comercializados tanto em farmácias como em drogarias.

Este tipo de medicamento deve ser fornecidos aos pacientes mediante apresentação de receituário médico. Os medicamentos sem tarja não necessitam de apresentação do receituário para sua dispensação.

Remédio e medicamento
Pode parecer que remédios e medicamentos são a mesma coisa, mas há sim diferença entre eles. Remédio é uma forma de se tratar, curar ou aliviar uma doença. Isso pode ser feito através de repouso, um banho quando se está com febre alta, um chá de planta medicinal ou um medicamento. Já o medicamento, na maioria das vezes é produzido em uma indústria ou em uma farmácia, e pode ser usado para prevenir ou tratar doenças, ou para identificar algum problema de saúde.

Por falar em medicamentos, aqueles que são controlados não podem ser vendidos sem receita médica. Isso, inclusive, é crime. Todos os envolvidos na venda sem receita médica poderão ser detidos com pena de 1 a 3 anos de prisão. E se o medicamento vendido for um entorpecente como, por exemplo, a morfina, o crime será enquadrado como tráfico de drogas, que tem pena de 3 a 15 anos de prisão. Os envolvidos na venda poderão, ainda, responder por formação de quadrilha.

Farmacêutico e balconista
O balconista é responsável pela dispensação/venda dos medicamentos. Já o farmacêutico é responsável pela supervisão da dispensação, e deve possuir conhecimento científico e estar capacitado para a atividade, tendo como uma das atribuições, exercer a atenção farmacêutica, que é o contato direto com o paciente, orientando sobre a melhor forma de utilização dos medicamentos ou até sobre a substituição dos mesmos, assim como a indicação de medicamentos anódinos.

Sendo assim o balconista não é tecnicamente habilitado para a prescrição de medicamentos. Fazer isso é considerado crime de exercício ilegal da medicina e farmácia, com pena de 6 meses a 2 anos de prisão. Além disso, vale lembrar, a automedicação, que é a utilização do medicamento por conta própria, pode levar a danos graves e até mesmo à morte. Os medicamentos são a primeira causa de intoxicação humana no Brasil. Por isso, respeite a prescrição e evite a automedicação.
 

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