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Seu filho
06/06/2017 Uma pausa para refletir sobre a precocidade no desenvolvimento sexual

A precocidade do desenvolvimento sexual nos dias atuais é um fenômeno mundial e não só no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a idade média que acontece a primeira menstruação vem diminuindo quatro meses a cada década. No século passado, as meninas menstruavam por volta dos 15 anos. Hoje, é possível que isso aconteça por volta dos nove anos, com o aparecimento dos pelos pubianos ou do broto mamário por volta dos sete.

Uma pausa para refletir sobre a precocidade no desenvolvimento sexual

Os meios de comunicação em geral têm permitido o crescimento do apelo erótico, incluindo as redes sociais. Foi pensando nisso que, recentemente, foi criada a campanha “Criança não namora, nem de brincadeira!”, pela Secretaria de Estado da Assistência Social do Amazonas e que tem como parceiro o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O principal objetivo da campanha é estimular o debate sobre os riscos da erotização precoce, que peso dar às conversas das crianças sobre o assunto e que consequências pode haver sobre a antecipação à infância de uma situação que se manifesta normalmente no começo da adolescência, entre nove e 12 anos.

A SBP ressalta também que vivemos um momento de supervalorização do jovem, quando todos querem ser, parecer, se vestir e se comportar como tal. A informação é exemplificada quando bebês são vestidos com roupas que imitam àquelas usadas pelos adultos. Com isso, a própria SBP promove uma reflexão levantando algumas questões: por que as meninas estão engravidando cada vez mais cedo? Em que circunstâncias isso ocorreu? Que tipo de motivação a ensejou?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez na adolescência é aquela que ocorre antes dos 20 anos de idade. No Brasil, estima-se que uma em cada cinco mulheres tenha o primeiro filho antes dos 20. Assim como os dados também mostram que as jovens que engravidam mais cedo são as que têm menos tempo de frequência escolar.

É necessário compreender o que acontece no período adolescente. O diálogo franco e aberto entre pais e filhos deve ser constante, levando-se em consideração que o tema sexualidade não deve ser um tabu. Estar presente e em contato com as escolas dos filhos, conhecer os amigos e colegas, saber o que fazem fora e dentro de casa quando estão acessando a internet ou usando os celulares. E, se ainda assim, uma gravidez acontecer, continuar ao lado participando deste momento e dando total apoio à menina nessa nova fase que não vai ser fácil.

Contracepção

O Ministério da Saúde, nos últimos anos, vem investindo em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Uma das iniciativas é a distribuição da Caderneta de Saúde de Adolescentes (CSA), em versões masculina e feminina e linguagem acessível, com orientações sobre o atendimento integral dos jovens.

Além disso, o governo investe na oferta de métodos contraceptivos. Ele passou a distribuir a pílula combinada, de anticoncepção de emergência, a minipílula, o anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e o diafragma, assim como os preservativos feminino e masculino. Recentemente, o Ministério anunciou, ainda, a oferta de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre em todas as maternidades brasileiras, incluindo as adolescentes dentre as beneficiadas.

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