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Atitude saudável
26/05/2017 Entenda o que é endometriose e quais são os sintomas

Dentre os vários sintomas que as mulheres sentem durante o período menstrual, a cólica é um dos mais comuns. Mas, geralmente, basta um analgésico, uma compressa de água quente e, pronto, a dor vai embora. Porém, se esta cólica não passar com remédio é preciso ficar atenta. Sentir dor intensa no período menstrual a ponto de ficar incapacitada de realizar atividades habituais pode ser sintoma de endometriose.

Entenda o que é endometriose e quais são os sintomas

A doença inflamatória é provocada por células do endométrio (tecido que reveste o útero) que, em vez de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Até hoje não se conhece os mecanismos exatos pelos quais a endometriose é causada. De acordo com o médico obstetra e diretor da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), Patrick Bellelis, acredita-se em uma teoria genética, em que a mulher já nasceria com esta predisposição. No entanto, até o momento, nenhuma das teorias conseguiu ser completamente comprovada.

“Existe uma correlação entre parentes de 1º grau com endometriose. Desta forma, acaba ratificando ainda mais a teoria genética. A endometriose é uma doença crônica que deverá ser acompanhada como qualquer outra doença crônica”, afirma Bellelis.

Além da cólica menstrual intensa, é preciso considerar outros sintomas como: dor pélvica, dor no ato sexual, dificuldade para engravidar, dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação.

Tratamento

Bellelis explica que sempre que o paciente apresentar dor pélvica que comprometa suas atividades diárias é necessário procurar um especialista. A cirurgia como forma de tratamento é indicada quando não é possível controlar os sintomas da paciente ou quando o paciente apresenta lesões de tamanho e localizações específicas que precisam ser operadas.

“Na maioria das vezes iremos tratar de forma clínica, com algum medicamento hormonal, tentando melhorar a qualidade de vida da paciente. Mas é preciso deixar bem claro que não estaríamos diminuindo a doença. Somente tentaríamos estabilizá-la e controlar os sintomas”, explica.

Gravidez

Foto: Telma Castilho
Aos 31 anos a analista de sistemas Bianca Botelho foi diagnosticada com endometriose profunda. Durante um exame clínico de rotina, o médico percebeu um caroço. Foi através de uma ressonância magnética, na verdade, que dois caroços foram identificados no intestino e, com eles, o diagnóstico. Em seguida, Bianca procurou um ginecologista especialista no assunto.

“Meu intestino já estava estreitando e eu tive que operar. Foram removidos dois caroços do intestino e a área peritoneal, que tinha vários focos de endometriose, foi limpa. O médico, após a cirurgia falou para eu tentar inseminação artificial, porém, primeiro tentamos naturalmente e eu considero um milagre ter conseguido engravidar. Engravidei depois de seis meses da cirurgia, mas perdi. Depois, em junho de 2012 e minha filha nasceu. No ano passado, engravidei novamente em agosto, mas também perdi. E em novembro engravidei mais uma vez e estou no sétimo mês de gestação”, explica.

A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose. Diagnosticada com a doença em 2008, Talita Talma, hoje com 32 anos sofria muito com cólicas menstruais e sempre ouviu dizer que isso fazia parte do processo da menstruação.

“Numa crise muito forte de dor que tive no trabalho não me contentei com um diagnóstico que recebi na emergência. Falaram para mim que as dores eram gases. Então, procurei investigar até que fui diagnosticada com endometriose profunda. Havia um cisto hemático no meu ovário esquerdo. Precisei operar e, inclusive, retirar um ovário e a tuba esquerda. Em seguida, fiz uso de um medicamento chamado zoladex que, inclusive, recebia através da Secretaria de Estado de Saúde”, explica.

Foto: Ana Rocha
Em seguida, para controlar a doença, Talita passou a tomar anticoncepcional de uso contínuo para não menstruar. Para realizar o sonho de ser mãe, a servidora pública encarou um tratamento de fertilidade. Talita nunca tinha ouvido falar sobre endometriose e quando recebeu o diagnóstico foi pesquisar na internet sobre a doença.

“Eu fiquei apavorada e chocada. Hoje em dia, se eu ouço alguém dizer que sofre muito com dores durante a menstruação, na relação sexual, enfim, eu aviso que não é normal, que não se pode encarar isso de forma tranquila, como eu ouvi durante muito tempo. Então, procure um médico. Não se satisfaça com a primeira opinião, com um único exame. A informação é sempre a melhor aliada”, afirma.

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