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10 coisas que você precisa saber sobre obesidade 19/04/2017 10 coisas que você precisa saber sobre obesidade A obesidade é uma doença crônica que, os números do Brasil não são uma exceção, afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo

Segundo dados divulgados em março pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mais da metade dos brasileiros está com excesso de peso. O sobrepeso é maior em mulheres (59,8%) do que em homens (57,3%). Quanto à obesidade o problema é o mesmo: 25,2% das mulheres adultas do país estão obesas contra 17,5% dos homens.

A obesidade é uma doença crônica que, os números do Brasil não são uma exceção, afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo. Um problema que pode e deve ser prevenido e tratado. O caminho para isso passa pela adoção de uma rotina alimentar saudável e pela prática de exercícios físicos. Para saber mais, confira 10 coisas que, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), você precisa saber sobre a obesidade.

• A obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
• De acordo com o IMC, a obesidade é classificada como leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 - IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 - IMC ≥ 40 kg/m2). Essa classificação é importante na escolha do tipo de tratamento, quando deve ser clínico ou cirúrgico.
• A obesidade é fator de risco para doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.
• A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.
• São muitas as causas da obesidade. Em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo precipitarão o desenvolvimento da obesidade.
• Algumas disfunções endócrinas também podem levar ao desenvolvimento da obesidade. Por isso, na hora de pensar em perder peso, procure um especialista.
• Para o tratamento da obesidade, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso (IMC 25 - 29,9 kg/m2).
• A obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes.
• As mulheres podem apresentar aumento de pelos, irregularidade menstrual e infertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.
• A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.

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