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Secretaria anuncia obras de melhorias na colônia Curupaiti 07/08/2017 Secretaria anuncia obras de melhorias na colônia Curupaiti Cerca de 165 pessoas foram atendidas na ação de combate à doença, que aconteceu nesta sexta-feira (4) no Centro do Rio. Secretário de Saúde garante melhorias para o Hospital do Curupaiti

 O combate à Hanseníase no estado ganhou mais um capítulo, nesta sexta-feira (4), na Cinelândia, com a ação que reuniu o público, incluindo a população em situação de rua, para entender o assunto e realizar exames no consultório móvel instalado no local. O secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr., esteve presente no evento e anunciou as obras de melhorias da colônia do Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária (IEDS), conhecido como Hospital Curupaiti, em Jacarepaguá.

- O cuidado com a doença também está sendo reforçado na rede estadual com o projeto de melhoria das instalações da colônia de moradores do Curupaiti, que atende portadores de hanseníase e outras doenças dermatológicas. Esclarecer a população, capacitar profissionais e ofertar um serviço digno são peças fundamentais para a manutenção da saúde pública – ressalta o secretário.

Logo nas primeiras horas de evento, um caso de Hanseníase foi diagnosticado e, ao todo, 165 atendimentos foram realizados. Destes, cinco pessoas foram detectadas com a doença e receberam o encaminhamento para uma unidade básica de saúde da região de onde moram para dar continuidade ao tratamento.

- Por duas vezes percebi uma mancha, tipo ferida, no meu joelho e achei estranho ter me machucado e não ter sentido nada. Hoje resolvi chegar mais cedo e aproveitar para me consultar e tirar essa dúvida. Agora já sei o que eu tenho e vou procurar o posto de saúde para tomar a medicação e ser tratado. Esse evento foi essencial pra minha saúde – conta M.A.J, morador de Nova Iguaçu e que foi detectado com Hanseníase.

Quem participou da ação passou por uma triagem e recebeu as primeiras orientações sobre a importância de cuidar da saúde e se importar aos pequenos sinais e sintomas que o corpo dá. A população também pôde aferir a pressão e testar a taxa de glicose na tenda montada para abrigar o evento. Além da abordagem pessoal, apresentações artísticas ilustraram o momento.

- Trazer o atendimento de saúde para a rua e desmistificar a hanseníase de forma aberta à população é chamar a atenção para um problema que pode ser ainda pouco lembrado, apesar de antigo, mas que traz consequências severas se não houver o diagnóstico precoce. E isso foi levado à população de forma lúdica e com linguagem simples para que todos possam entender a importância do tema. É sempre bom lembrar: Hanseníase tem cura – reforça gerente de Dermatologia Sanitária da SES, André Luiz da Silva.

O personagem Dezinho, criado pela Secretaria de Estado de Saúde para mobilizar a sociedade contra o Aedes aegypti, também marcou presença e animou o evento, que foi realizado em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Estudantes voluntários de universidades públicas e residentes de unidades de saúde também ajudaram na mobilização.

Ação continua - Neste sábado (5), Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, o evento terá como palco o Parque de Madureira e também oferecerá consultas, orientações e atividades teatrais a partir das 8h. A SES apoia os municípios fluminenses para promoverem ações de combate à doença em seus territórios e, ainda, a participarem de seminários e capacitações de gestores que acontecerão ao longo do mês.

Cuidados com a doença – A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada por um bacilo (chamado bacilo de Hansen) e afeta diretamente a pele e nervos periféricos, podendo levar a sérias incapacidades físicas, caso não diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão se dá de pessoa a pessoa através, principalmente de tosse e espirro, mas a doença tem cura através de tratamento com antibióticos e reabilitação física e psicossocial. A associação de medicamentos, denominado poliquimioterapia, é a prática mais indicada e está disponível no Sistema Único de Saúde. O paciente que segue o tempo e doses necessários do tratamento possui as chances de cura significativamente mais altas.

Em caso de dúvidas, ligue para o Telehansen 08000-26 2001 ou envie uma mensagem para o ZapHansen no número (21) 979120108.

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