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Gravidez na adolescência
Meu corpo minha vida
Gravidez na adolescência

#MeuCorpoMinhaVida

Suellen Coelho de Pádua Góis, 33 anos
Confesso que quando fiquei grávida, antes da confirmação, antes de contar a todo mundo, eu já sabia. Só não queria acreditar, porque ficava pensando no que meu pai ia dizer, fazer, pensar... Eu não contei a minha mãe ou ao meu pai que já havia transado e que podia estar grávida. Meu pai desconfiou, porque era ele quem comprava os absorventes para nós, e quando minha mãe veio conversar comigo eu já sabia que estava grávida. Não queria estar. Minha vida ia mudar, minha mãe ia me bater muito e eu não tinha ideia de qual seria a reação do meu pai. Sem contar que eu não podia ter um filho. Eu nunca havia visto nem de longe um recém-nascido. Como eu ia me virar com o meu recém-nascido? Hoje, não quero outros filhos, o que eu tenho é a razão da minha vida. Não sei o que teria sido de mim se ele não existisse. Me preocupa muito ele estar namorando. Não quero que seja pai agora.
Lidiane Marinho, 36 anos
Eu tinha 14 anos quando descobri que estava grávida. Entrei em pânico porque, diferente de hoje em dia, não tínhamos tanto acesso à informação. Também não era tão comum ver uma menina grávida. Está certo que depois de mim vieram muitas, mas, até então, eu fui a primeira das meninas do bairro e, assim, tive o desprazer de ter as atenções voltadas para mim. Não foi fácil! Eu estava apenas descobrindo o mundo e, de repente, me vi às voltas com mamadeiras, Hipoglós, seio rachado, Teste do Pezinho. Meu Deus! Era muita coisa para alguém que não sabia direito como carregar uma criança no colo. Eu via minhas amigas indo a festas, namorando, e eu em casa com uma criança nos braços. Desde cedo tive que pensar na vida. Eu tinha que saber como ia sustentar aquele bebê, pois não ia ficar na casa da minha mãe a vida toda. Então, não abandonei os estudos. Felizmente, minha mãe me deu o apoio necessário para buscar o desenvolvimento profissional. Fiz minha faculdade, trabalhei, lutei muito! O problema disso é que não tinha maturidade o bastante para aproveitar o crescimento da minha filha.
Júlia Mello, 20 anos
Eu namorava há dois anos quando descobri minha gravidez. Eu tinha apenas 16 anos e ele 18. No início foi um susto, eu estava cursando o primeiro ano do Ensino Médio, fazia vários cursos e teria que dar “um tempo” para poder me dedicar ao bebê. Primeiramente, minha família não reagiu muito bem à notícia, mas depois aceitou e me apoiou durante a gestação inteira. Ser mãe adolescente não é só um momento passageiro. Filho é pra toda vida, não são apenas alegrias, requer muitíssima responsabilidade e preparo psicológico. Não é uma tarefa fácil!
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